domingo, 24 de maio de 2009

Lembrando Zé Rodrix


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Quando sabemos que a pessoa está presente em vida é diferente mas, ao partir para outra dimensão, ficamos lembrando de muitos acontecimentos e passagens na história, ou algo que nos influenciou, marcou e, seja lá o que for.

No comecinho da década de 70, eu ainda garoto, já era um ávido leitor de revistas importantes no Brasil, acompanhando tudo o que eu podia. Em 1972, ganhei da minha saudosa mãe um rádio gravador, que na época, era quase top de linha e possuía apenas uma faixa de recepção das emissoras e, em ondas médias (am); a frequência modulada (FM) era coisa elitizada. Eu ouvia mesmo assim, em seleta escolha, as estações dominantes.

Por volta de 74 em diante, gravava o que eu podia na rádio Globo do Rio de Janeiro, pela madrugada; era para eu reproduzir durante o dia, ainda acumulando mais gravações, de resenhas e transmissões esportivas locais; tudo numa combinação com as minhas ousadas experiências, no microfone do National Panasonic.

Eu fazia minhas produções, chocando os meus colegas, que não eram adeptos daquele mundo criado pelo amor ao rádio. E tome de fita cassete naquele tempo de 60, 90 e até 120 minutos! É... tinha o comércio da Zona Franca e tudo era de qualidade importada. Só sabíamos que tinha o Paraguai, por causa da história da guerra e por conta do futebol.

Voltando ao rádio, eu escutava Adelzon Alves e o Luciano Alves (saudoso) vendo o dia amanhecer, tentando manter a sintonia, devido aos altos e baixos na recepção. Claro, em ondas médias, sintonizar rádios de Rio e São Paulo, tinha que ter paciência e gostar muito daquilo.

Naquele tempo, já conhecia um pouco de Zé Rodrix, por causa da "Casa no Campo" e do trio Sá, Rodrix e Guarabyra.

Seguindo sua carreira solo, no ano de 1976 a música "Soy Latino Americano" mexeu com os meus sentidos. Zé Rodrix, fez uma algo simples, misturando elementos latinos, incorporados no "hit"; e ela tocou muito, sendo uma das mais marcantes daquele ano.

Então o rapaz aqui, tinha 16 anos. Puxa, isto mesmo! Minha cabeleira estava no estilo daquela que Zé usava. Na época, era curtição. Eu me "amarrava" de ter aquele estilo de latino. E creio que desde a "Casa no Campo" ao saber do profissional múltiplo que ele representava no conjunto da obra, que me fez no decorrer do tempo, ter uma grande admiração por Rodrix.

Ainda há pouco tempo, baixei da internet a música "Soy Latino Americano" e a curtia de vez em quando. Os meninos e meninas de hoje, não a conhecem. Mas se a "Vênus Platinada" resolvesse incluí-la em qualquer uma das suas telenovelas, quem sabe, poderíamos revivê-la, com um gostinho retrô.

Eu soube da morte do Zé, por e-mail. O Carlos Amorim, me enviou, lá da Bahia a mensagem. E eu estava de madrugada e na manhã de sábado, vendo o Zé cantar, num canal de TV a cabo e, imaginei que fosse mais um programa sobre sua careira. Era sim! Mas, com um sentido de homenagem póstuma.

O Zé foi para onde outros ídolos foram. Siga em na boa companhia divina; você foi de grande importância, deixando a sua marca positiva nesta vida. Vou sempre lembrar.

Eu aqui, distante milhares de quilômetros, soube da sua evidência e valorizei muito isso! A casa de madeira que eu morava, no bairro da Glória, tinha um pouco daquela "Casa no Campo, na minha imaginação, quando ouvia a canção que tanto marcou época. Zé a obra você sabe... sempre fica.

E eu ainda sou um latino americano, com várias mudanças na minha existência. Relembrando, penso e, afirmo: Como aquele estilo me fascinava!

Minhas lembranças de Zé Rodrix.

Desculpem os erros que passaram diante da minha emocionada homenagem; e o texto simples, mas de sentimento humano. Paz.

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