quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Fragmentos da memória do futebol

Eu comecei acompanhar o futebol mais a fundo, em 1974. Aos 14 anos, colecionava a Revista Placar, que na atualidade, não representa nem a sombra daquela que já foi considerada a mais competente publicação esportiva brasileira, com ênfase no futebol. Naquele ano, não perdi um único exemplar, como nos posteriores, até parar de comprá-la após a Copa de 1978, quando passei a adquirir apenas os números especiais com reportagens históricas e de finais de ano. As transmissões radiofônicas faziam o paralelo e a televisão o complemento da minha rotina de desportista incansável. 

Fui torcedor entusiasmado e guardava súmulas dos grandes jogos. Mas, voltando a 1974, senti impacto na derrota da seleção canarinho diante da holandesa por 2x0 na semifinal da Copa do Mundo. Aquele elenco brasileiro tinha uma variedade de ótimos jogadores e os holandeses também. O desequilíbrio foi causado pela falta de esquema para anular a correria atabalhoada da "Laranja Mecânica", que encantou os empolgados da crônica esportiva em parte do planeta. Entretanto, na final a Copa foi decidida ainda no primeiro tempo em favor da Alemanha firme, serena, objetiva e competente. O 2x1 mostrou que futebol não se ganha por antecipação. Campeões, os alemães deram show de praticidade e aplicaram merecida lição nos moderninhos deslumbrados dos países baixos. Quatro anos depois a Holanda disputou mais uma final e ficou outra vez em segundo lugar, perdendo para a Argentina. 

O tempo passou e aconteceram transformações na estrutura do esporte mais popular do mundo. Os argentinos ganharam a Copa de 1986, a Alemanha mais duas e ainda traumatizou a geração tupiniquim dos smartphones, no exemplar "Mineiraço" com o fatídico e inesquecível 7x1. Da Copa de 2014, vale lembrar que, dos quatro primeiros colocados, Alemanha (campeã), Argentina (vice), Holanda (terceiro lugar) e Brasil (quarto), só a seleção holandesa não se classificou para a Copa da Rússia no próximo ano. Uma pena não ter acontecido uma renovação com qualidade e competência em seu futebol, para garantir a vaga e carimbar os passaportes rumo ao território russo em 2018. 

Aqui na América do Sul, o Chile ficou de fora, mas Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia garantiram suas vagas diretas; com os peruanos no quinto lugar, assegurando a disputa na repescagem contra a frágil Nova Zelândia. Pelo que apresentaram os jogadores do país da Oceania até o último confronto, é de se imaginar que o Peru poderá ser representado na competição mundial. Lembrando do que acompanho há mais de 43 anos, não me surpreendi muito. E fiquei satisfeito com a classificação dos argentinos. Afinal, sempre aplaudi craques! E Messi é um deles, claro.

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